CURSO PARA ENGAVETADOS -by Manuzinha
Curso de “Teoria Queer – cultura, gênero, sexualidade e diversidade”.
Há quase um mês comecei este curso. Com que objetivo? Bom, vamos lá... Digamos que no 6º período da faculdade de Ciências Sociais, pretendendo especialização em antropologia, sem nenhuma perspectiva de trabalho (decente e bem remunerado, por assim dizer), acho que o desespero começou a bater. Pensei que já era hora de escolher um tema para pesquisar, iniciar a tal pesquisa e tentar publicar alguma coisa, optar por uma instituição para tentar mestrado; enfim, um rumo para seguir para tooooooooodo o sempre (ai que medo)! Vá lá, depois de meses e meses seguidos de muita reflexão, resolvi estudar prostituição, ou melhor, prostitutas –sim, mais um trabalho sobre identidade social, JESUS ME SALVE!- decidi também que o Museu Nacional e o CLAM são minhas opções para seguir em diante.
Eis então que um belo dia de sol entro na faculdade e encontro o anúncio deste curso pregado no mural do elevador. É, confesso que não fazia a mais vaga idéia do que fosse a tal da “Teoria Queer”, mas o subtítulo valeu por todo o resto. Caí nessa e resolvi fazer porque, de repente, poderia ser interessante para pensar no meu tema. Segui-se então o recrutamento cuidadoso de uma amiga (coitada, participou do efeito dominó da enganação), vi o preço, local e tudo mais. Nos inscrevemos. Alguns dias de ansiedade me separavam da tal “Teoria Queer”. Legal! Chegou a hora, fomos ao lugar, pagamos, pegamos o material do curso (uma pasta, uns folhetos explicativos, seis camisinhas masculinas e uma femininaà é impressão minha ou para eles mulher trepa menos??), sentamos e ficamos esperando o palestrante. Na falta de coisa melhor para fazer, fui ler os folhetos que vinham dentro da pasta.
Daí por diante as coisas degringolaram de vez. Pra começar o curso é promovido dentro do “Projeto Lésbicas do Rio de Janeiro”. Não que este seja o problema! Sem preconceitos (não por que é feio, mas porque eu realmente acho ridículo “pré-conceitos”; e quem me conhece de verdade bem sabe que estou longe de ser alguém preconceituoso), mas como prisioneira do meu próprio paradigma, houve obviamente um estranhamento e porque não dizer certo incômodo. Incrível, mas todas as mulheres ali fugiam do tipo ideal que todos nós traçamos para lésbicas, o que em verdade me soou brilhante! Consegui controlar este estranhamento e até que agora acho tudo bem normal. Excetuando-se as vezes em que o pessoal começa com um papo de “somos todas companheiras de homossexualidade”, é claro... Tentei imaginar que alguma experiência boa o curso me traria, sem ser a militância por um movimento que não me pertence.
Não, o curso em si não é ruim. A proposta de desconstruir conceitos de gênero, dissipando pré-conceitos é ótima! Mas apesar do curso ser interessante, ter uma boa proposta, o que acontece na prática é outra coisa. Apoio totalmente a militância homossexual, porque afinal, se cada um não lutar por seus direitos, eu é que não vou sair da minha casa para fazê-lo. Mas discordo do conteúdo utópico que as pessoas dão aos seus projetos. Todos lá são adultos, cidadãos participantes, em dia com seus impostos (assim espero!), mas ainda assim sonhadores demais. Inclusão social é importante, necessária, mas sem fugirmos da realidade. E sem ficarmos sonhando também em mudar a realidade de uma hora pra outra, porque todas as experiências históricas nesse sentido se mostraram frustradas, e nos mostraram que isso é impossível.
Não consigo entender como propor educação infantil “multi-sexual” (este não foi o termo que eles usaram, mas como não me lembro, inventei um que o valha). A intenção do pessoal é educar as crianças ensinando a elas que existem sexualidades diversas. DISCORDO! Não vejo como colocar na cabeça de uma criança que o papai tem direito de ser gay, ou uma drag queen, ou que a mamãe te dar de presente uma outra mamãe sem problemas... Ainda não pensei quanto à adoção de crianças por gays, e até acho mesmo que eles podem ser ótimos pais. Mas quanto a essa coisa de “multisexualidade”... Acho que a infância é o período de conhecimento de regras, e não de libertinagem. Ai Jesus, tô sentindo que vão me acusar de preconceituosa! Mas vamos à explicação...
Acho que a identidade é construída ao longo do tempo, e é feita de descobertas pessoais. Ninguém nos diz do que gostar ou não em termos de música, literatura, artes, comidas ou qualquer outra coisa. Acho que também é assim com sexualidade. Excetuando-se poucos, nenhum gay nasce sabendo que gosta de homens, isso faz parte de experiências, experimentações. É assim que conhecemos o mundo, interagindo com ele! Não podemos simplesmente fazer do mundo da sexualidade uma cômoda, onde cada coisa nova que aparece colocamos em uma nova gavetinha. Todos podemos ser tudo, só depende do que queremos ou não experimentar, e de gostarmos ou não daquilo que experimentamos.
E justamente lá, onde a proposta é desmistificar, me parece que todos querem abrir gavetinhas e encerrar o indivíduo dentro delas. Se você é lésbica, você gosta de mulher e só; se você é gay, gosta de homens; se é drag, é viado; cross-dressing é coisa nova no pedaço; se é heterossexual, gosta do sexo oposto... Não é bem assim! Como dizer para uma criança que o viado existe e cobrar dela uma postura diante disso? Nenhuma criança vai saber optar por uma ou outra coisa... Realiza só seu filho chegando em casa e dizendo: “Mamãe, não quero mais ser astronauta, vi que ser drag queen é bem mais legal”... Isso vai criar, antes de uma democracia sexual, um mundo de pessoas oprimidas por suas escolhas baseadas em um total desconhecimento, por certa ingenuidade e desconhecimento infantis.
Vejo que daqui algum tempo o pessoal vai propor a exibição de um “Horário Sexual Gratuito”, na Fox Kids e no Nickelodeon, nos moldes do “Horário Eleitoral”, onde vai aparecer uma drag gritando: “Venha com o tio para este mundo de purpurina!!”; ou um gay dizendo: “Você sabia que gay significa feliz? Pois venha ser feliz e opte pelo que optei!”; ou ainda uma lésbica: “Você é menina e brinca de carrinho? Eu também!”. É certo que estes exemplos que eu dei correspondem só a tipos ideais bestas do senso (ou da falta de bom senso) comum.
Mas enfim, só acho que hoje eu sou heterossexual convicta, gosto de homem, não sinto atração por mulheres ou vontade de nada com nenhuma. Mas e amanhã? De repente eu cruzo com a Catherine Zeta Jones na esquina da minha casa e me apaixono por ela. Então acho mesmo é que a minha definição corresponde ao meu momento, e não à minha vida inteira; porque eu posso ser tudo o que eu quiser, transitar por todas estas gavetinhas, entrar e sair do armário conforme meu estado de espírito. Todos têm sim o direito de estar na “terceira margem do rio”*, mas educar uma criança envolve um pouco mais do que isso; envolve fazê-la conhecer a realidade em cima de percepções do que é concreto. E nada é mais abstrato do que a “terceira margem”! Percebê-la envolve conhecer mais acerca de si mesmo depois de absorver (por mínimo que seja) as dimensões do real. Ou seja, educar uma criança ensinando que a vida é feita de experiências e que o futuro vai dizer a ela tudo o que quiser é uma coisa, tentar liberar geral é outra. Então, que se fechem todas as gavetinhas... mas que se fechem vazias. Que todos sejamos o que queremos ser sem ter que determinar isso para ninguém!
“O aspecto trágico da vida está precisamente nessa lei a que o homem é forçado a obedecer, a lei que o obriga a ser um. Cada qual pode ser um, nenhum, cem mil, mas a escolha é um imperativo necessário.”
(Luigi Pirandello)
*coisa de Guimarães Rosa
Há quase um mês comecei este curso. Com que objetivo? Bom, vamos lá... Digamos que no 6º período da faculdade de Ciências Sociais, pretendendo especialização em antropologia, sem nenhuma perspectiva de trabalho (decente e bem remunerado, por assim dizer), acho que o desespero começou a bater. Pensei que já era hora de escolher um tema para pesquisar, iniciar a tal pesquisa e tentar publicar alguma coisa, optar por uma instituição para tentar mestrado; enfim, um rumo para seguir para tooooooooodo o sempre (ai que medo)! Vá lá, depois de meses e meses seguidos de muita reflexão, resolvi estudar prostituição, ou melhor, prostitutas –sim, mais um trabalho sobre identidade social, JESUS ME SALVE!- decidi também que o Museu Nacional e o CLAM são minhas opções para seguir em diante.
Eis então que um belo dia de sol entro na faculdade e encontro o anúncio deste curso pregado no mural do elevador. É, confesso que não fazia a mais vaga idéia do que fosse a tal da “Teoria Queer”, mas o subtítulo valeu por todo o resto. Caí nessa e resolvi fazer porque, de repente, poderia ser interessante para pensar no meu tema. Segui-se então o recrutamento cuidadoso de uma amiga (coitada, participou do efeito dominó da enganação), vi o preço, local e tudo mais. Nos inscrevemos. Alguns dias de ansiedade me separavam da tal “Teoria Queer”. Legal! Chegou a hora, fomos ao lugar, pagamos, pegamos o material do curso (uma pasta, uns folhetos explicativos, seis camisinhas masculinas e uma femininaà é impressão minha ou para eles mulher trepa menos??), sentamos e ficamos esperando o palestrante. Na falta de coisa melhor para fazer, fui ler os folhetos que vinham dentro da pasta.
Daí por diante as coisas degringolaram de vez. Pra começar o curso é promovido dentro do “Projeto Lésbicas do Rio de Janeiro”. Não que este seja o problema! Sem preconceitos (não por que é feio, mas porque eu realmente acho ridículo “pré-conceitos”; e quem me conhece de verdade bem sabe que estou longe de ser alguém preconceituoso), mas como prisioneira do meu próprio paradigma, houve obviamente um estranhamento e porque não dizer certo incômodo. Incrível, mas todas as mulheres ali fugiam do tipo ideal que todos nós traçamos para lésbicas, o que em verdade me soou brilhante! Consegui controlar este estranhamento e até que agora acho tudo bem normal. Excetuando-se as vezes em que o pessoal começa com um papo de “somos todas companheiras de homossexualidade”, é claro... Tentei imaginar que alguma experiência boa o curso me traria, sem ser a militância por um movimento que não me pertence.
Não, o curso em si não é ruim. A proposta de desconstruir conceitos de gênero, dissipando pré-conceitos é ótima! Mas apesar do curso ser interessante, ter uma boa proposta, o que acontece na prática é outra coisa. Apoio totalmente a militância homossexual, porque afinal, se cada um não lutar por seus direitos, eu é que não vou sair da minha casa para fazê-lo. Mas discordo do conteúdo utópico que as pessoas dão aos seus projetos. Todos lá são adultos, cidadãos participantes, em dia com seus impostos (assim espero!), mas ainda assim sonhadores demais. Inclusão social é importante, necessária, mas sem fugirmos da realidade. E sem ficarmos sonhando também em mudar a realidade de uma hora pra outra, porque todas as experiências históricas nesse sentido se mostraram frustradas, e nos mostraram que isso é impossível.
Não consigo entender como propor educação infantil “multi-sexual” (este não foi o termo que eles usaram, mas como não me lembro, inventei um que o valha). A intenção do pessoal é educar as crianças ensinando a elas que existem sexualidades diversas. DISCORDO! Não vejo como colocar na cabeça de uma criança que o papai tem direito de ser gay, ou uma drag queen, ou que a mamãe te dar de presente uma outra mamãe sem problemas... Ainda não pensei quanto à adoção de crianças por gays, e até acho mesmo que eles podem ser ótimos pais. Mas quanto a essa coisa de “multisexualidade”... Acho que a infância é o período de conhecimento de regras, e não de libertinagem. Ai Jesus, tô sentindo que vão me acusar de preconceituosa! Mas vamos à explicação...
Acho que a identidade é construída ao longo do tempo, e é feita de descobertas pessoais. Ninguém nos diz do que gostar ou não em termos de música, literatura, artes, comidas ou qualquer outra coisa. Acho que também é assim com sexualidade. Excetuando-se poucos, nenhum gay nasce sabendo que gosta de homens, isso faz parte de experiências, experimentações. É assim que conhecemos o mundo, interagindo com ele! Não podemos simplesmente fazer do mundo da sexualidade uma cômoda, onde cada coisa nova que aparece colocamos em uma nova gavetinha. Todos podemos ser tudo, só depende do que queremos ou não experimentar, e de gostarmos ou não daquilo que experimentamos.
E justamente lá, onde a proposta é desmistificar, me parece que todos querem abrir gavetinhas e encerrar o indivíduo dentro delas. Se você é lésbica, você gosta de mulher e só; se você é gay, gosta de homens; se é drag, é viado; cross-dressing é coisa nova no pedaço; se é heterossexual, gosta do sexo oposto... Não é bem assim! Como dizer para uma criança que o viado existe e cobrar dela uma postura diante disso? Nenhuma criança vai saber optar por uma ou outra coisa... Realiza só seu filho chegando em casa e dizendo: “Mamãe, não quero mais ser astronauta, vi que ser drag queen é bem mais legal”... Isso vai criar, antes de uma democracia sexual, um mundo de pessoas oprimidas por suas escolhas baseadas em um total desconhecimento, por certa ingenuidade e desconhecimento infantis.
Vejo que daqui algum tempo o pessoal vai propor a exibição de um “Horário Sexual Gratuito”, na Fox Kids e no Nickelodeon, nos moldes do “Horário Eleitoral”, onde vai aparecer uma drag gritando: “Venha com o tio para este mundo de purpurina!!”; ou um gay dizendo: “Você sabia que gay significa feliz? Pois venha ser feliz e opte pelo que optei!”; ou ainda uma lésbica: “Você é menina e brinca de carrinho? Eu também!”. É certo que estes exemplos que eu dei correspondem só a tipos ideais bestas do senso (ou da falta de bom senso) comum.
Mas enfim, só acho que hoje eu sou heterossexual convicta, gosto de homem, não sinto atração por mulheres ou vontade de nada com nenhuma. Mas e amanhã? De repente eu cruzo com a Catherine Zeta Jones na esquina da minha casa e me apaixono por ela. Então acho mesmo é que a minha definição corresponde ao meu momento, e não à minha vida inteira; porque eu posso ser tudo o que eu quiser, transitar por todas estas gavetinhas, entrar e sair do armário conforme meu estado de espírito. Todos têm sim o direito de estar na “terceira margem do rio”*, mas educar uma criança envolve um pouco mais do que isso; envolve fazê-la conhecer a realidade em cima de percepções do que é concreto. E nada é mais abstrato do que a “terceira margem”! Percebê-la envolve conhecer mais acerca de si mesmo depois de absorver (por mínimo que seja) as dimensões do real. Ou seja, educar uma criança ensinando que a vida é feita de experiências e que o futuro vai dizer a ela tudo o que quiser é uma coisa, tentar liberar geral é outra. Então, que se fechem todas as gavetinhas... mas que se fechem vazias. Que todos sejamos o que queremos ser sem ter que determinar isso para ninguém!
“O aspecto trágico da vida está precisamente nessa lei a que o homem é forçado a obedecer, a lei que o obriga a ser um. Cada qual pode ser um, nenhum, cem mil, mas a escolha é um imperativo necessário.”
(Luigi Pirandello)
*coisa de Guimarães Rosa

7 Comments:
At 19:59,
DUAS DOIDAS said…
Excelente, Manu!!! Compartilho com a sua opinião!!! Vamos ser tudo o que quisermos, o que sentirmos, o que o momento nos disser... só não vamos ser deterministicamente "moderninhos", soa falso, hipócrita; levantar bandeiras pode ser legal, mas até certo ponto, pois as pessoas acabam se reduzindo a um determinado grupo, classe, sei lá... qdo na verdade somos muito mais!!!
Bjoks da Nivica!!!
At 02:30,
Tricia said…
Concordo tbm! Lutar pelos direitos é justo, é até belo...
Mas infiltrar certas posturas na educação infantil, com rótulos sexuais a, b, c e d não tem nada a ver.
E ah... Um blog acabará pq outro começará...
Em breve!
E o link estará em meu profile!
At 21:10,
Anônimo said…
oi gatinha!
nao sei c concordo em numero, genero e grau! eu pensaria em outras coisas... há coisas a serem pesadas q pra mim n foi dada a devida importancia.
por exemplo, propor uma educaçao onde qm faz parte da "terceira margem" seja pensado nao como um individuo a ser marginalizado, mas q precisa ser entendido e incorporado... enfim! nao entender a educaçao como um estimulo a diversidade, mas antes como um respeito (e nao ser tratada com a indiferenca q é hj!)!!!
papos a acontecer no ifcs... rs!
bjo, tesao!
t amo!!!
At 21:20,
DUAS DOIDAS said…
na verdade minha última intenção é marginalizar quaisquer indivíduos... pensar em respeitar e incorporar indivíduos não é tarefa da escola, mas lição que se aprende em casa! não adianta ensinar na escola uma coisa que não se conhece na prática de casa... acho complicado demais tentar levantar bandeiras quando se trata de crianças... enfim, minha humilde opinião!! :-P
manu
At 17:04,
Felipe Siston said…
Hum, bem interessante. Mais ainda a coincidência de ler esse texto logo depois de conversar sobre o assunto aqui em casa. Não que eu tenha um parceiro do mesmo sexo e queira adotar uma criança. Sem preconceitos, mas não faz parte das minhas escolhas. Motivou a conversa a notícia da IstoÉ "Chama-se Theodora e tem cinco anos a primeira criança brasileira a ter um casal gay masculino reconhecido como seus pais na certidão de nascimento." Educação é preciso. Talvez não como em um horário eleitoral obrigatório e nem nas provas dessa menina de cinco anos, por exemplo. Agora, em algum momento vai ser preciso conversar com os amigos de turma dela, com ela. Como será a reação às reunião de pais nessa escola? Os comentarios dos amiguinhos...
Essa criança vai precisar ser militante da escolha de seus pais.
Bjus
At 20:12,
DUAS DOIDAS said…
fiquei pensando depois de ler... é verdade, ainda que sem intenção, militamos pelas escolhas de quem gostamos. mais um ponto de vista que me faz rever as coisas que penso!
mesmo assim, ainda continuo achando que a terceira margem é subjetiva demais para ser descortinada dessa maneira... não consigo achar um meio de inserir essa discussão no ensino básico. constituímos consciência fora da escola, quando experimentamos, e conhecemos experiências alheias. o que nos ensinam dentro dela me soa como serviço burocrático.
mas certamente é uma questão a ser repensada por mim! digo até que mudou um pouco mais minha opinião inicial...
bjoks, manu :-D
At 04:14,
Anônimo said…
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